A human brain being measured  with a measuring tape. Human Intelligence

Human Intelligence: Historical influences, current controversies, teaching resources.


 
 
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Francis Galton

(1822-1911)
Psicólogo inglês


Influências

  • Estudante de:
  • Influenciado por: Darwin, LaPlace, Gauss
  • Estudantes: J. M. Cattel, Pearson
  • Influenciou: Spearman, Terman
  • Período Histórico: Fundamentos Modernos

Educação

  • Trinity College, Cambridge – Graduação em Matemática

Carreira

  • Explorador africano e eleito membro na Sociedade Geográfica Real (Royal Geographic Society)
  • Criador dos primeiros mapas meteorológicos e criador da teoria meteorológica dos anticiclones
  • Cunhou o termo “eugenia” e a expressão nature versus nurture (“natureza versus criação”)
  • Desenvolveu conceitos estatísticos de correlação e regressão à média
  • Descobriu que as impressões digitais eram um indício de identidade pessoal e persuadiu o serviço policial metropolitano escocês (Scotland Yard) a adotar este sistema
  • Primeiro a utilizar pesquisas de levantamento (survey) como um método para coleta de dados
  • Produziu mais de 340 artigos e livros por toda sua vida
  • Foi condecorado cavalheiro em 1909

Publicações

  • Galton, F. (1869/1892/1962). Hereditary Genius: An Inquiry into its Laws and Consequences. Macmillan/Fontana, Londres.
  • Galton, F. (1883/1907/1973). Inquiries into Human Faculty and its Development. AMS Press, Nova York.

Principais Contribuições

Galton foi um homem de muitas facetas. Tendo primeiramente se iniciado em busca de uma carreira médica, ele tirou uma licença de seus estudos para viajar ao exterior – um passatempo que ele permaneceria realizando por toda sua vida. Uma vez tendo retornado aos estudos, Galton dedicou-se à matemática no Trinity College (Faculdade Trinity), em Cambridge. Enquanto estava lá, ele sofreu um colapso diante da expectativa dos seus exames não supervisionados (honors exams), os quais resultaram em sua graduação sem mérito.

Ele retornou a suas viagens e se estabeleceu como um explorador entusiástico que seria mais tarde descrito como tendo um “caso de amor com a África” (Allen, 2002). Durante suas viagens, ele carregou consigo sua paixão pela estatística e mensuração. Suas expedições por todo o Oriente Médio e África foram marcadas por seus constantes estudos do meio ambiente, à medida que ele registrou vários aspectos do solo, do povo, do clima e dos eventos que o rodeavam. Estas viagens viriam influenciar sua carreira multifacetada, na medida em que elas “ajudaram a estabelecer a credibilidade de Galton como um sério homem Vitoriano da ciência” (Bynum, 2002). Suas diversas contribuições aos campos da geografia, meteorologia, antropometria, biologia, estatística, criminologia, hereditariedade, psicologia e educação teriam todas sido fruto de suas viagens.

Em 1865, ele começou a estudar hereditariedade, em parte influenciado pela leitura da publicação de seu primo Charles Darwin, A Origem das Espécies – Origin of Species (Clayes, 2001). Galton logo descobriu que sua verdadeira paixão era estudar as variações na habilidade humana. Em particular, ele foi convencido de que o sucesso era devido às qualidades superiores passadas para a prole através da hereditariedade. Seu livro, Hereditary Genius – (Gênio hereditário, 1869), esboçou esta hipótese e utilizou como suporte dados ele tinha coletado através da análise dos obituários do jornal Times, onde ele traçou a linhagem de homens importantes da Europa. Sua busca por dados e comprometimento o levaria a uma série de estudos e livros sobre a hereditariedade das faculdades mentais, especificando que “capacidades mentais humanas e traços de personalidades, não menos que os traços de animais e plantas descritos por Darwin, seriam essencialmente herdados” (Seligman, 2002).

Finalmente, tais achados deram origem aos anos formativos do movimento eugenista, que demandava métodos para melhorar a disposição biológica da espécie humana através da paternidade seletiva. Galton chegaria ainda ao ponto de defender restrições à reprodução humana para cercear a proliferação de ‘débeis mentais’ (Irvine, 1986; Clayes, 200). “Parecia óbvio e até indiscutível para Galton que, de um ponto de vista eugenista, as capacidades mentais e os comportamentais superiores, assim como a saúde física, são vantajosas, não somente para um indivíduo, mas para o bem-estar da sociedade como um todo” (Jensen, 2002). Este ponto de vista levou a uma inevitável categorização enviesada (value-laden) ou à classificação de populações baseada em traços mensuráveis e na capacidade natural (Simonton, 2003). A isto se seguiu que Galton estimou, a partir de suas observações de campo na África, que o povo africano seria “dois níveis” abaixo da posição dos Anglo-saxões na distribuição normal de frequência de capacidade mental geral, o que deu subsídio para a validação científica da inferioridade mental dos africanos, comparados com os anglo-saxões (Jensen, 2002); descobertas que continuam a gerar controvérsia no meio acadêmico até hoje.
Em 1925, Lewis Terman disseminou as teorias de Galton sobre a capacidade natural ao definir capacidade mental e genialidade em termos de escores no teste de inteligência de Stanford-Binet. Ao fazê-lo, “a crença de Galton no valor adaptativo da capacidade natural tornou-se, assim, traduzida numa convicção muito difundida de que a inteligência geral fornece o único e mais e crítico fator psicológico que assinala o sucesso na vida” (Simonton, 2003). Todavia, mesmo Galton levou em consideração a energia e persistência, assim como o intelecto, ao indicar os ingredientes do sucesso (Galton, 1869 como citado em Simonton, 2003).

Ainda que Galton seja mais fortemente reconhecido por seus estudos em hereditariedade e sua proliferação da ideologia eugenista, ele também realizou outras notáveis contribuições para os campos da biologia, psicologia, estatística e educação. Galton é reconhecido como o “pai da genética comportamental” por seu estudo com gêmeos, em que ele se atentou para as diferenças entre gêmeos monozigóticos e dizigóticos. Suas observações e abordagens de testagem conduziram a achados que examinavam os elementos nature versus nurture (natureza versus ambiente) das capacidades mentais. Embora ele possa ter declarado esta dicotomia ainda largamente estudada, suas crenças recaíram fortemente sobre a predisposição genética das capacidades em geral.

Galton é também lembrado por ter feito contribuições duradouras para os campos da psicologia e estatística. Em seu instinto passional para quantificar a transmissão de características, qualidades, traços e habilidades de geração a geração, ele formulou a noção estatística de correlação, que levou a seu entendimento sobre como as gerações estavam relacionadas umas com as outras (Bynum, 2002). Ele também estabeleceu que “numerosos traços herdáveis, incluindo altura e inteligência, exibiram regressão para a média – significando que resultados extremos herdados tenderam a se mover para resultados médios na geração seguinte” (Seligman, 2002).

Galton foi o primeiro a demonstrar que a distribuição de Laplace-Gauss ou a “distribuição normal” poderia ser aplicada para os atributos psicológicos humanos, incluindo a inteligência (Simonton, 2003). A partir desse achado, ele cunhou o uso de escores percentílicos para medir a relativa posição em várias medidas, em relação à distribuição normal (Jensen, 2002). Ele ainda estabeleceu o primeiro centro de testagem mental do mundo, no qual o indivíduo poderia fazer uma bateria de testes e receber um relatório escrito dos resultados (Irvine, 1986).

À parte de suas formidáveis contribuições a vários campos do conhecimento, o legado mais impressionante de Galton, indiscutivelmente, é sua influência que permaneceu nesses muitos campos até quase um século após sua morte. De fato, as publicações de Galton podem ser encontradas citadas em inúmeros artigos científicos atualmente (Simonton, 2003).
* Para mais informações sobre o Sr. Francis Galton e para acessar suas publicações disponíveis on-line, acesse www.galton.org.

Referências

Allen, G. (2002). The measure of a Victorian polymath: Pulling together the strands of Francis Galton's legacy to modern biology. Nature, 145(3), 19-20.
Bynum, W. F. (2002). The childless father of eugenics. Science, 296, 472.
Clayes, G. (2001). Introducing Francis Galton, ‘Kantsaywhere’ and 'The Donoghues of Dunno Weir.' Utopian Studies, 12(2), 188-190.
Forest, D. (1995). Francis Galton (1822-1911). In R. Fuller (Ed.), Seven pioneers of psychology: Behavior and mind (pp.1-19). Routledge: London and New York.
Irvine, P. (1986). Sir Francis Galton (1822-1911). Journal of Special Education, 20(1).
Jensen, A. (2002). Galton’s legacy to research on intelligence. Journal of Biosocial Science, 34, 145-172.
Seligman, D. (2002). Good breeding. National Review, 54(1), 53-54.
Simonton, D. K. (2003). Francis Galton's Hereditary Genius: Its place in the history and psychology of Science. In R. J. Sternberg (Ed.), The anatomy of impact: What makes the great works of psychology great (pp. 3-18). American Psychological Association: Washington, D.C.
Cortesia de imagem da Biblioteca Nacional de Medicina (National Library of Medicine).

Tradução: Arthur Basílio Alves Ribeiro

Supervisão e revisão técnica: Patrícia Silva Lúcio


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Last Modified: 20 December 2016